O Carnaval do qual sou fã, é o da cultura, da brincadeira, dos confetes e serpentinas do salão... Dos amigos rindo e dançando juntos ao som das marchinhas que eram apenas cantadas e não analisadas... da mesma época em que cantar "atirei o pau no gato" não era maus tratos aos animais...
E Carnaval não é Carnaval sem máscaras e fantasias... mas máscaras que tem um único propósito: o de divertir e não o de enganar... Fantasias que fazem sonhar... Sonhar que podemos tudo, que podemos ser o que quisermos, basta perdermos o medo, e não fantasias que escondem a realidade de um povo que não sabe o que quer nem para onde ir...
De todos os Carnavais que vivi as lembranças que me são mais queridas são a dos amores e das dores...
Como? Amores e dores?
Sim, explico...
Pular Carnaval sem um amor no coração não é a mesma coisa... Seria a mesma coisa que Carnaval sem Pierrô, Arlequim e Colombina... Mas não entenda "um amor no coração" por um "amor de Carnaval"... Por que o amor no coração te faz girar muitas e muitas vezes no salão com os olhos sempre na mesma pessoa e não em uma pessoa diferente a cada volta... Pular o Carnaval com um amor no coração te conduz a todos os giros pelo salão da vida durante os próximos 365 dias...
E as dores, onde entram? Só quem viveu e não apenas passou o Carnaval sabe que uma das maiores felicidades é na 4a. feira de Cinzas encontrar forças para continuar caminhando mesmo com os pés doloridos, e às vezes até machucados, seja do sambar na sandália de salto alto ou de pé no chão... por que o importante foi sambar... foi sorrir... foi se divertir... e no fim estar pronta para enterrar os ossinhos de cada tristeza que por ventura ainda tenha restado...
Carnaval assim, e só assim, é limpeza da alma...
Este texto é por um dos melhores sábados de Carnaval... com máscaras, fantasias, amor e que venha a dor... mas da boa... para todos nós!

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