Amor maior...

Amor maior...

domingo, 28 de maio de 2017

Sempre fui uma apaixonada...

Depois de um fim de semana maravilhoso chego a conclusão de que sempre fui uma apaixonada... Sim, uma apaixonada por pessoas, pela vida, por alguém, por lugares novos e até mesmo por lugares velhos mas vistos com outros olhos... os olhos que a cada dia acordam diferentes, melhorados e com mais paixão por novas histórias...
Confesso que não lembro de um fim de semana onde apenas parei de conversar para dormir... E sem cansar...
Amanhã encerro mais um ciclo e com ele a certeza de que a vida só anda em um sentido: pra frente!
Fui a lugares novos e mesmo estando na companhia de uma amiga de tantos anos não ficamos lamentando que na nossa juventude a vida era melhor do que agora, muito pelo contrário, creio que ambas chegamos a conclusão que, apesar de termos vivido uma infância, uma juventude, relacionamentos muito bons, de termos tido boas amizades, mas que por algum motivo hoje não são mais tão próximas, somos hoje versões muito mais melhoradas das meninas que fomos...
Tenho certeza de que observamos tanto quanto fomos observadas, e que o que vimos bate como o que sentimos: queremos viver muito ainda... temos muito a experimentar, algumas coisas a repetir, mas jamais retroceder...
Observei nos poucos momentos que me permiti pensar no que tudo isso significa, que amigos ou amores que valham à pena são aqueles que amam os nossos pedaços mas que se esforçam por não nos deixar viver no passado, tenha sido ele bom ou ruim... e que esses amigos ou amores nos inspiram a viver o futuro, com novos começos... e não ficam reforçando nossos velhos vícios...
Por isso, valorize muito mais os amigos e amores que te empurram para novas aventuras, que te abrem portas, que te tiram do circulo vicioso que muitas vezes nós mesmos criamos e te façam ir para a frente...
Amigos e amores que ficam tocando sempre o mesmo disco, apenas te fazendo lembrar como o passado era bom, que a gente era feliz "naquela" época, não tem mais nada para acrescentar nas nossas vidas... e querer viver isso é sim uma doença...
A vida acontece todos os dias, e todos os dias de forma diferente...
E isso é apaixonante!
Sim, sou uma apaixonada!
Sempre fui...
Louca para colocar os pés na estrada, para novas histórias ou talvez para continuar o que foi, por algum motivo alheio a minha vontade, interrompido...
Com muita paixão pela vida!


domingo, 21 de maio de 2017

Quebrando tabus... ou não... :)

Começando bem a manhã de domingo... com coisas por terminar, mas que não dependem de mim, minha parte eu fiz, como sempre faço...
Sim, sempre faço a minha parte...
Por que como reli outro dia na capa de um livro presenteado por um amigo, não temos como averiguar se dispomos de mais um minuto de vida e devemos viver cada um deles como se fosse o último...
Apenas discordo hoje, na base de muita aprendizagem, que cada ato é uma batalha, para mim tudo é uma benção... que muitas vezes vem em forma de lição... e esta até pode ser dolorida...
Procuro não deixar nada pendente...
Já fui bastante procrastinadora, confesso...
Pois tempo sempre foi algo que nunca contei... Tenho pra mim que será o suficiente...
Mas hoje, beirando mais um fim de ciclo, e na premissa de que tudo é uma benção, por que não viver tudo que temos para viver, como diz Lulu Santos?
Foi nessa premissa, que vivi mais uma experiência...
Amigas queridas, terapeuta, todos me incentivando a "sair da toca"...
E quebrei, talvez, meu primeiro tabu...
O que você vai ler a seguir é um simples checklist do que senti...
E podemos rir juntos...
Ou você pode me julgar...
Achar certo... ou errado...
Mas como disse no inicio desta reflexão, faço a minha parte... 😉

Percepções de uma "careta" depois de 3 dias em um site de relacionamentos...
*Tem um mar de gente para se conhecer por aí...
*Nem todo mundo leva relacionamentos a sério...
*Não é assustador, ameaçador ou necessário interagir com todo mundo...
*É muito fácil dizer um não virtual...
*Me senti um pouco constrangida de me expor... fiz e desfiz o perfil 3 vezes antes de deixar lá por um tempo...
*Encontrei apenas duas pessoas conhecidas... Só não dei "like" para respeitar suas privacidades...
*Não conseguiria manter um relacionamento a distância ou virtual...
*As fotos revelam muito sobre uma pessoa, em especial os detalhes e o "ambiente" na qual elas foram tiradas...
*Não fui feita para usar essas ferramentas, ainda prefiro a boa e velha mesa para um café, um lanche ou uma janta...
*Vou voltar a dar "likes" na foto do Santo Antônio... talvez ele ainda me queira...

Deixo aqui um "salve" a todos os amigos, conhecidos e desconhecidos usuários de sites e aplicativos de relacionamentos...
Sei que vocês estão no caminho e eu na contramão do mundo de hoje...

Ahhh... talvez ir ao CC agora seja o próximo tabu a ser quebrado...
E aí?
Alguém dá um "like"? Vamos?

Hummm... talvez devesse mudar o título da inquietude de hoje para "Paradoxos"... 
Sobre a minha parte?
NUNCA deixo de dizer que amo, mesmo que muitos digam que isso é banalizar o sentimento...
NUNCA deixo de abraçar por medo de invadir o espaço daqueles que me são caros...
E você, faz a sua parte?
Diz que ama, vive esse amor?
Amor pela vida...
Amor pelas coisas que te fazem bem...
Amor por aquela pessoa que está na tua vida para te abraçar... te ajudar a encontrar o caminho... te mostrar o teu melhor quando tu nem acredita mais que tem? Aquela pessoa que te inspira a ser uma pessoa melhor... que pratica o lado bom da vida...
Abrace, segure forte, goste muito dela...
Esse tipo de pessoa está cada vez mais raro... 
Basta entrar em um site de relacionamento...




sexta-feira, 19 de maio de 2017

Mudanças...

Enquanto observo o mundo com minha mente inquieta vou percebendo que nada mudou...
A vida, assim como a gente, se não se esforçar, volta sempre a zona de conforto...
E lá permanece até que outra crise chegue...
Até que a gente se dê conta novamente que o "conforto" não serve mais...
Você volta aos mesmos vícios...
As mesmas relações descoloridas, doentes e desgastadas...
A olhar as coisas sempre do mesmo jeito...
A falar sempre dos mesmos assuntos...
A escrever sempre as mesmas palavras...
E tudo tem novamente o velho sentido...
E o perigo acontece quando a familiaridade com esse "conforto" nos dá a sensação de que somos "felizes"...
E por que tudo é conhecido, não temos coragem de mudar...
Mas a vida não é assim, certo?
Não deveria...
Porém, quando me observo, vejo que eu estou mudando...
Estou me esforçando, não é fácil, mas sei que vou chegar lá...
A zona de conforto não é mais um lugar onde quero deixar meu coração...
E não quero que outra crise chegue para que eu sinta a necessidade de mudar...
Não quero mais os vícios, as migalhas...
Quero cor...
Quero brilho nos olhos...
Quero olhar para as coisas de outro jeito...
Quero falar sobre outros assuntos...
Quero escutar outras palavras...
Palavras doces...
Palavras que me encantem...
Palavras que me façam sonhar e buscar a realização...
Palavras que se transformem em atitudes...
Para que tudo tenha um novo sentido...
Quando a mente grita... melhor observar...



sábado, 13 de maio de 2017

Palavras...

Por que um dia me disseram que eu poderia ser uma cronista... 😂
Confere aí...

Pelos escritos me aproximei...
Pelos ditos me apaixonei...
Me entreguei...
Amei...
Neles, escritos e ditos, acreditei...
Apostei...
Me envolvi...
Foi através deles também que percebi que nada era para mim...
Que me iludi...
Foi então que quase desapareci...
Hoje é por causa dos escritos e ditos que agora me afasto...
Me perdes...
Me entristece...
Os mesmos que um dia me encantaram...
Os mesmo que a vida inteira sonhei em viver ao teu lado...
E percebo que a única coisa que faltou foi exatamente a mais importante: vivê-los...
Por que palavras, escritas ou ditas, são só palavras que se perdem na força implacável do tempo...


Primeira das inquietudes de um sábado de chuva gostosa que inciou às 5h da manhã...

Não... não tenho a pretensão de ser uma cronista...
Quero apenas viver...

domingo, 7 de maio de 2017

É um bonito mistério, não?

Impossível passar um fim de semana de tanta intensidade como esse e ficar calada...
Assim como "O Impossível" é o título do filme que talvez tenha iniciado esse turbilhão...
Não que eu precise de um filme para isso, ou que minha vida não seja cheia de turbilhões... Até por que não sei viver sem um turbilhão de sentimentos habitando meu coração... O bom que é a maioria destes sentimentos são bons...
Revendo o filme no sábado com os alunos, eu já na 4ª ou 5ª vez, pois gosto tanto dele, pude observar os alunos, suas reações e iniciar uma reflexão sobre o mundo que vivemos...
O que mudou neste mundo? O mundo que vivi e o que vivo hoje não são mais o mesmo, com certeza...
Mas será que mesmo estando aqui, no mesmo tempo e espaço, vivemos eu e você no mesmo mundo?
As vezes me dói muito ver que não...
Gostaria que estivéssemos no mesmo mundo, no meu mundo... Por que te amo...
Mas talvez você gostaria que eu estivesse no seu, por que acha que o seu seria melhor...
E então estaríamos num impasse...
Hoje foi um dia intenso... Retornei ao apartamento da minha avó, depois de alguns meses sem ir lá, pois ela hoje mora com a minha mãe... Não voltei mais, por que ver o apartamento virado em um depósito dói... Um dos lugares mais especiais da minha vida... Um mundo à parte... Um mundo de amor... Onde levei meus amores... Mostrei a cada um deles cada cantinho das minhas memórias ali vividas... hora em histórias contadas, hora em fotos retiradas de dentro de caixas de sapatos... espero que cada um deles se lembre disso, onde estiverem...
Porém ao escutar o desabafo de tristeza da minha avó, não pude conter a tristeza ao vê-la assim... E a entendo, e quero que ela fale mais... quero que ela chore algumas vezes, pois ficar com essa tristeza presa no coração não pode lhe fazer bem... A cada coisa que olhávamos e que eu dizia que levaria pra casa ela dizia que queria que eu me lembrasse dela...
E como se transforma essa tristeza em alegria? Quando se responde: vó, não preciso de uns tapetes de retalhos ou de umas travessas para me lembrar de ti... nunca vou te esquecer! E começamos a rir... simples assim!
Fui agora lá fora olhar as estrelas... o céu tem andado lindo à noite ultimamente... nunca vi tantas estrelas... e lembrei de um diálogo do filme de ontem entre um menino e uma senhora... que é mais ou menos assim:
- Quantos anos você tem?
- Quase 74, e você?
- 7 e meio...
- Você gosta de observar as estrelas, não?
- Sim, em casa eu as reconheço... mas aqui o céu é diferente...
- Muitas daquelas estrelas já não existem mais há muito tempo...
- Elas estão mortas, né?
- ... elas estão mortas... mas um dia elas eram tão brilhantes que a sua luz ainda viaja pelo espaço que conseguimos vê-las...
- Como sabemos diferenciar as que estão vivas das que não estão?
- Ah... não podemos...é impossível...
E eis que então, olho para as pessoas... para todos nós... vivendo em mundos diferentes... com olhares diferentes... com sentimentos diferentes... e quantos sentimentos não correspondidos... quanta indiferença... quanta falta de amor...
Como nos diferenciamos entre "vivos ou mortos"?
O que você tem dentro de você ainda está vivo ou já morreu há muito tempo e é apenas "resquício" do que um dia já foi? E esse resquício é bonito? É brilhante? Será capaz de "viajar" no espaço para que os outros se lembrem de você? O que você está fazendo para que esse brilho perdure?
E os seus sentimentos? Aquele amor que você disse que era "eterno" ainda está aí ou já existe outro no lugar dele?
Quantas vezes você disse a alguém que o amaria para sempre?
Quantas vezes você disse que seriam amigos para sempre?
Que estaria sempre por perto?
Aquele brilho no seu olhar ao encontrar um amigo querido... alguém que você gosta, admira?
O coração que acelera ao escutar a voz de alguém querido?
Ainda está aí?
E você, ainda está aí?
Se está, quer saber como termina o diálogo?
- É um bonito mistério, não?
Sim... a vida é um bonito mistério...
Por isso se tentarmos desvendá-lo, perderá a sua beleza...
E aí?
No meu mundo ou no seu?
Ainda espero... Pois continuo viva...
No meu mundo tem um céu de estrelas e uma lua linda...



segunda-feira, 1 de maio de 2017

Ahhh... o feriado...

A inquietude sempre bate mais forte neste dias quando se tem coisas para fazer, tempo, mas aí o pensamento vai longe, por que o silêncio é diferente dos outros dias... eu gosto demais desses dias...
Hoje pensei no quanto uma pequena palavra, escrita ou falada, pode mudar tudo...
E o quanto a falta de outra palavra pode fazer toda a diferença...
Observando as pessoas, e me incluo aí, e a sua forma de se relacionarem, percebo o quanto frágil somos, o quanto frágil eu sou, e você que está aí do outro lado, que decidiu ler meus escritos novamente, também é...
O quanto é fácil para as pessoas se traírem e traírem os outros sem por isso mudar o que sentem um pelo outro... Ou sempre muda?
Quanto mais tento entender os sentimentos que unem e afastam as pessoas, mais confusa fico e começo a me perguntar o quanto vale à pena querer entender...
E será que vale à pena?
O quanto alguém pode ou o quanto eu posso magoar alguém sem querer...
E será que isso é possível?
Será que é possível magoar uma pessoa sem querer?
Será que lá no fundo a gente não sabe mesmo que está magoando?
Será que lá no fundo a gente não tenta se enganar pensando que o que estamos fazendo pode passar despercebido?
Somos seres estranhos, uns mais outros menos...
Uns se esforçam mais, outros menos e outros nem se esforçam, essa é a verdade...
E será que se colocar no lugar do outro, seguindo o velho ditado: não faça aos outros o que não queres que façam a ti, não é mesmo a solução para tudo?
E se é a solução para tudo, por que não fazemos isso antes de agir, ou por que não nos motivamos a fazer algo esperando que os outros também façam quando chegar a hora?
Como querer algo diferente da vida e das relações se agimos e reagimos (ou não) sempre da mesma forma?
Sim, minha inquietude vai longe com o que observo, com o que vivo e com o que sinto...
E isso é viver, com todas as alegrias e as tristezas também!

Por que às vezes a gente tem que deixar o tempo nos levar...
assim como a corrente de um rio...